Bom, achei interessante a questão da crítica social nessa peça, tentei aprofundar no pensamento mas infelizmente não consegui refletir sobre a dicotomia entre o clássico e o Pop. O que mais me chamou atenção (e acredito à maior parte dos espectadores) foi o vocabulário, o pensamento e o agir sujo dos personagens. Há necessidade de ter um apelo sexual tão grande? O que os adolescentes que assistem essa peça comentam no final? Sobre a nossa sociedade? ou sobre o pênis que o ator mostrou em cena? Que tipo de pensamento estamos querendo levar para as mentes que estão assistindo nosso teatro no Rio de Janeiro? Isso para mim não é apenas preocupante, é revoltante. Achei admirável o trabalho dos atores, principalmente do Remo Trajano, minucioso, detalhista, me pareceu um trabalho em cima das Ações Físicas (Psicofísicas). Porém vejo esta peça levando a morte, e não vida, no sentido espiritual; é só imaginar o que as pessoas vão imaginar antes de dormir ao terem assistido essa peça no dia. Me indigna ver a classificação 14 anos, e ver o apelo absurdo na questão sexual - quando não era física, era verbal -, me pergunto, há necessidade disso? São tantas risadas a partir de conotação sexual dos nossos jovens, e depois não queremos ver adolescentes grávidas e jovens com DSTs? Aplaudir quase uma prostituição da arte!? Pois é isso que nossa sociedade tem feito, nos teatro, filmes e novelas. O mínimo a ser feito era ter posto classificação 18 anos para Edypop. Me perdoem, mas não assisti a peça toda pela insuportabilidade do seu ambiente que ela se tornou para mim. Bem, aqui está meu resumo sobre minha indignação com esta peça, pois ela representa a situação que vejo a arte de hoje: decadência.
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Bom, achei interessante a questão da crítica social nessa peça, tentei aprofundar no pensamento mas infelizmente não consegui refletir so...
sexta-feira, 9 de maio de 2014
EdyPop ou Nada Pop?
Bom, achei interessante a questão da crítica social nessa peça, tentei aprofundar no pensamento mas infelizmente não consegui refletir sobre a dicotomia entre o clássico e o Pop. O que mais me chamou atenção (e acredito à maior parte dos espectadores) foi o vocabulário, o pensamento e o agir sujo dos personagens. Há necessidade de ter um apelo sexual tão grande? O que os adolescentes que assistem essa peça comentam no final? Sobre a nossa sociedade? ou sobre o pênis que o ator mostrou em cena? Que tipo de pensamento estamos querendo levar para as mentes que estão assistindo nosso teatro no Rio de Janeiro? Isso para mim não é apenas preocupante, é revoltante. Achei admirável o trabalho dos atores, principalmente do Remo Trajano, minucioso, detalhista, me pareceu um trabalho em cima das Ações Físicas (Psicofísicas). Porém vejo esta peça levando a morte, e não vida, no sentido espiritual; é só imaginar o que as pessoas vão imaginar antes de dormir ao terem assistido essa peça no dia. Me indigna ver a classificação 14 anos, e ver o apelo absurdo na questão sexual - quando não era física, era verbal -, me pergunto, há necessidade disso? São tantas risadas a partir de conotação sexual dos nossos jovens, e depois não queremos ver adolescentes grávidas e jovens com DSTs? Aplaudir quase uma prostituição da arte!? Pois é isso que nossa sociedade tem feito, nos teatro, filmes e novelas. O mínimo a ser feito era ter posto classificação 18 anos para Edypop. Me perdoem, mas não assisti a peça toda pela insuportabilidade do seu ambiente que ela se tornou para mim. Bem, aqui está meu resumo sobre minha indignação com esta peça, pois ela representa a situação que vejo a arte de hoje: decadência.
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